OS PRETÉRITOS MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES E IMPERFEITO SOB A ÓTICA DA ICONICIDADE E DA GRAMATICALIZAÇÃO

Autores

  • Angela Cristina Di Palma Back Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC
  • Márluce Coan Universidade Federal do Ceará - UFC

DOI:

https://doi.org/10.1590/delta.v28i2.8387

Palavras-chave:

iconicidade, gramaticalização, pretérito mais-que-perfeito, pretérito imperfeito

Resumo

Este artigo propõe-se a demonstrar que os pretéritos mais-que-perfeito simples e imperfeito do subjuntivo são formas que codificam várias funções em Língua Portuguesa. Parte-se da premissa de que não há relação categórica de um-para-um entre função e forma. Apresentamos, inicialmente, o princípio da iconicidade e os princípios de gramaticalização, com o propósito de, ao final deste artigo, mostrar que se aplicam aos dados sob análise. Na sequência, ilustramos a multifuncionalidade do pretérito mais-que-perfeito simples (em perspectiva diacrônica) e do pretérito imperfeito do subjuntivo (em perspectiva sincrônica), considerando-se como motivações para essa multifuncionalidade as categorias Tempo e Modalidade. Os resultados apontam a Modalidade, pela generalização do traço irrealis, como fator que desencadeia mudanças tanto de tempo como de ponto de referência. Os pretéritos sob análise migram de passado com ponto de referência passado ao futuro: o mais-que-perfeito simples passa a codificar projeção futura e o imperfeito do subjuntivo, a codificar situações menos referenciais e menos factuais.

Biografia do Autor

Angela Cristina Di Palma Back, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

ANGELA CRISTINA DI PALMA BACK: Doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina; Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Extremo Sul Catarinense e Coordenadora do Grupo de Pesquisas LITTERA - Correlações entre cultura, processamento e ensino: a linguagem em foco.

Márluce Coan, Universidade Federal do Ceará - UFC

MÁRLUCE COAN: Doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina; Professora do Departamento de Letras Vernáculas e do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Ceará e Coordenadora do Grupo de Pesquisas Sociolinguísticas – SOCIOLIN-CE.

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Publicado

2014-05-12

Edição

Seção

Artigos