Percepção dos pais sobre os efeitos do treinamento auditivo acusticamente controlado em crianças

Autores

  • Sandra Nunes Alves Viacelli Doutoranda na Universidade Federal de São Paulo-EPM- Unifesp
  • Aline Bovolini Doutoranda do Departamento de Fonoaudiologia/Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo - EPM- Unifesp
  • Simone Sperança Unifesp - Universidade Federal de São Paulo- EPM
  • Sônia Faria Universidade Federal de São Paulo - EPM - Unifesp
  • Ricardo Oliveira Mello Universidade Federal de São Paulo-EPM - Unifesp.
  • Pablo Felicio Nepomuceno Fonoaudiólogo do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo - EPM - Unifesp
  • Fátima Aparecida Gonçalves Unifesp - Universidade Federal de São Paulo - EPM Doutorado em andamento em Educação e Saúde na Infância e Adolescência.
  • Liliane Desgualdo Pereira Livre Docente na Universidade Federal de São Paulo - EPM - Departamento de Fonoaudiologia/Distúrbios da Comunicação Humana

DOI:

https://doi.org/10.23925/2176-2724.2018v30i3p-542-550

Palavras-chave:

Sistema Nervoso, Doenças do Sistema Nervoso, Audição, Percepção Auditiva, Transtornos da Audição

Resumo

O uso de questionários pode auxiliar para verificar a percepção de pais/responsáveis sobre as habilidades auditivas dos filhos. Objetivo: Comparar a percepção dos pais de escolares submetidos ao treinamento auditivo acusticamente controlado, nos momentos inicial e final, por meio do questionário Scale Auditory Behavior, denominado “escala SAB”. Método: 18 crianças (66,6% meninos), após terem sido diagnosticadas com Transtorno do Processamento Auditivo Centra (TPAC) com idades entre 6 e 13 anos (média de 10,4 anos) foram submetidas ao treinamento auditivo, que durou 15 sessões de 45 minutos cada. Todos os participantes tiveram melhora na avaliação comportamental pós-intervenção. Os responsáveis foram submetidos à escala SAB antes e depois do treinamento auditivo. O questionário contém 12 questões sobre o comportamento auditivo, cuja pontuação total varia de 12 (escore mais baixo) a 60 pontos (escore mais alto). As questões foram agrupadas por domínio: atenção, audição, aprendizado e compreensão auditiva. As respostas do questionário foram analisadas por domínio, segundo a pontuação ponderada analisada em valor absoluto, em porcentagem de dificuldade e evolução desse comportamento. Resultados: Na percepção dos responsáveis através da escala SAB, a maior melhora foi percebida no domínio da audição, seguida dos comportamentos auditivos de atenção, aprendizado e compreensão auditiva. Conclusão: Os pais das crianças submetidas à intervenção perceberam evolução do comportamento auditivo de seus filhos, com melhora satisfatória predominantemente nos domínios audição e atenção. Os domínios de compreensão e aprendizagem não atingiram a mesma melhora dos anteriores. A avaliação da escala SAB pode servir como norteadora no âmbito escolar, se trabalhada com os professores ou cuidadores.

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Biografia do Autor

Sandra Nunes Alves Viacelli, Doutoranda na Universidade Federal de São Paulo-EPM- Unifesp

Fonoaudióloga formada pela Faculdade Nossa Senhora de Fátima/RS. Especialização em Audiologia pela UNIFESP_EPM, Mestre em Ciências Otorrinolaringológicas pela UNIFESP_EPM, Doutoranda pelo Programa Distúrbios da Comunicação Humana da UNIFESP_EPM. Screener pela Fundação Hospital de Olhos e Irlen Istitute no Rastreamento da Síndrome de Irlen. Professora do Curso de Especialização em Linguagem da Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ). Coordenadora e Professora do Curso de Aprimoramento em Processamento Auditivo Pela Fono Cursos Brasília. Pesquisadora na área das funções auditivas centrais e visuais. Fonoaudióloga Clínica pela Plenavox Fonoaudiologia e Consultoria e Fono Sim Reabilitação Fonoaudiológica na avaliação e reabilitação do processamento auditivo, processamento visual; avaliação audiológica de bebês, crianças e adultos. Possui formação musical com ênfase em musicalização e regência coral.

Aline Bovolini, Doutoranda do Departamento de Fonoaudiologia/Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo - EPM- Unifesp

ossui graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Metodista de São Paulo (2003), especialização em Distúrbios da Comunicação Humana I (2005) e módulo II com ênfasem em Audiologia (2006), Mestre pela Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Tem experiência na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Audiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação audiológica clínica, processamento auditivo e otoneurologia

Simone Sperança, Unifesp - Universidade Federal de São Paulo- EPM

Simone Sperança é formada em Fonoaudiologia pela Universidade Estadual Paulista - Julio de Mesquita. Mestranda no Departamento de Fonoaudiologa / DIstúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo sob a orientação da professora Dra. Liliane Desgualdo Pereira.

Sônia Faria, Universidade Federal de São Paulo - EPM - Unifesp

Possui graduação em Psicologia e atualmente cursa Atualização Profissional na Universidade Federal de São Paulo no Departamento de Fonoaudiologia/Disturbios da Comunicação Humana sob a orientação da professora Dra. Liliane Desgualdo Pereira.

Ricardo Oliveira Mello, Universidade Federal de São Paulo-EPM - Unifesp.

Possui graduação de Bacharel em Biomedicina pela Universidade Nove de Julho (2011).Graduação em Práticas e Técnicas Laboratoriais (2009) pela Universidade Nove de Julho - Aprovado no Exame Nacional de Certificação de Proficiência no Uso e no Ensino da Lingua Brasileira de Sinais - (PROLIBRAS 2009) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Ministério da Educação (MEC) .Pós-Graduado em Libras pela Faculdade Educacional da Lapa-PR (2013) - Hospital São Paulo

Pablo Felicio Nepomuceno, Fonoaudiólogo do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo - EPM - Unifesp

Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de São Paulo (1998), especialização em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo e Mestrado pelo Programa de Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é fonoaudiólogo do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo. Tem experiência na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Linguagem oral e Escrita, atuando principalmente nos seguintes temas: promoção e proteção da Comunicação Humana e diagnóstico e intervenção dos Transtornos de Linguagem

Fátima Aparecida Gonçalves, Unifesp - Universidade Federal de São Paulo - EPM Doutorado em andamento em Educação e Saúde na Infância e Adolescência.

Doutoranda em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Mestre em Ciências: Educação e Saúde na Infância e na Adolescência pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Especialista em psicomotricidade. Possui graduação em Licenciatura em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (1985). Colaboradora do Núcleo de Ensino, Assistência e Pesquisa em Leitura e Escrita (NEAPEL) do departamento de fonoaudiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade federal de São Paulo (UNIFESP - EPM). Membro do grupo de pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq). Assessora na área de movimento da Educação Infantil. Capacitação de professores na área de desenvolvimento neuropsicomotor em creches e Educação Infantil. Experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil e séries iniciais do Fundamental I, atuando principalmente nos seguintes temas: psicomotricidade, desenvolvimento infantil e dificuldades de aprendizagem

Liliane Desgualdo Pereira, Livre Docente na Universidade Federal de São Paulo - EPM - Departamento de Fonoaudiologia/Distúrbios da Comunicação Humana

Possui graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de São Paulo (1974), mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1985) e doutorado em Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia) pela Universidade Federal de São Paulo (1993), e Livre-Docência pela Disciplina dos Distúrbios da Audição do Departamento de Fonoaudiologia da UNIFESP(2005) . Atualmente é Professor Associado da Escola Paulista de Medicina -Universidade Federal de São Paulo. É parecerista ad hoc dos periódicos : CODAS, publicação oficial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia ISSN 2317-1782 (continuação do Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia ? ISSN 2179-6491); Audiology - Communication Research (ACR) ? ISSN 2317-6431 que é uma publicação técnico-científica da Academia Brasileira de Audiologia (ABA), continuação da Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (RSBF) (ISSN versão online 1982-0232); e da revista Distúrbios da Comunicação Humana (PUC-SP). Tem experiência na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Audiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: audição, percepção auditiva, testes auditivos, processamento auditivo central (neuroaudiologia) , avaliação e reabilitação auditiva dos distubios do processamento auditivo, crianças , adultos e idosos. Coordenadora do Departamento de Audição e equilibrio da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (2006-2007).Diretora da Academia Brasilleira de Audiologia(2007-2008).Chefe do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo (2003-2009).

Publicado

2018-09-24

Como Citar

Viacelli, S. N. A., Bovolini, A., Sperança, S., Faria, S., Mello, R. O., Nepomuceno, P. F., Gonçalves, F. A., & Pereira, L. D. (2018). Percepção dos pais sobre os efeitos do treinamento auditivo acusticamente controlado em crianças. Distúrbios Da Comunicação, 30(3), 542–550. https://doi.org/10.23925/2176-2724.2018v30i3p-542-550

Edição

Seção

Artigos