Autoeficácia na amamentação e níveis de ansiedade em puérperas
um estudo comparativo entre gestações de alto risco e risco habitual
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i1e72547Palavras-chave:
Fonoaudiologia, Amamentação, Ansiedade, Alto risco gestacionalResumo
Introdução: A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, devido aos benefícios para a díade mãe-bebê. Entretanto, fatores como a saúde mental, especialmente depressão e ansiedade, podem interferir na amamentação. Objetivo: Investigar a percepção de autoeficácia na amamentação e os níveis de ansiedade em puérperas com gestação de alto risco e de risco habitual. Metodologia: Estudo de campo, transversal e quantitativo, realizado em hospital do sul do Brasil. A coleta ocorreu mediante convite à beira do leito, no alojamento conjunto, com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram utilizados o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) e a Breastfeeding Self-Efficacy Scale - Short Form (BSES-SF). Os dados foram tabulados no Excel e analisados pelo software Statistica 9.1. Resultados: Participaram 29 puérperas (63,09%) com gestação de alto risco e 17 (36,96%) com risco habitual. Verificou-se que 72,41% das puérperas de alto risco apresentaram ansiedade em algum grau, enquanto no grupo de risco habitual a taxa foi de 52,91%. Em relação à autoeficácia na amamentação, 100% da amostra apresentou alta percepção. Não houve associação estatística entre os níveis de ansiedade, autoeficácia e risco gestacional. Conclusão: A ansiedade esteve presente em mais da metade das puérperas da amostra, mas não houve associação significativa entre ansiedade e risco gestacional. Além disso, a totalidade da amostra demonstrou alta autoeficácia para amamentar, indicando que a gestação de risco não interferiu na percepção de capacidade para amamentação.
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