O controle de convencionalidade como fonte do Direito

entre a soberania constitucional e a cooperação interamericana

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.77362

Palabras clave:

fonte de direito, controle de convencionalidade, soberania constitucional, cooperação interamericana

Resumen

 Qual o lugar que o Controle de Convencionalidade para o Direito? O Controle de Convencionalidade tem origem na jurisprudência dos Tribunais. No sistema interamericano de proteção de direitos humanos, a doutrina do Controle de Convencionalidade considera que a ordem jurídica interna de um país membro deve estar em acordo com a interpretação da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (CADH) os tratados, a jurisprudência da Corte Interamericana de direitos humanos (CIDH) e as Consultas Opinativas.  Os juízes nacionais, realizam um controle de adequação das normas de direito interno verificando se há contrariedade com as normas convencionais. A doutrina  do controle de convencionalidade quer que a Convenção sempre prevaleça, mesmo quando seja em relação à  Constituição.  Há uma aparente tensão entre o poder das cortes internas, principalmente as Cortes Constitucionais de aplicar o direito interno e o poder da Corte Interamericana. No hiperciclo do Direito múltiplas fontes do direito surgem e com elas conflitos, tensões em um movimento de multiplicidade em que a ordem piramidal se acopla em um rede e uma aparente desordem. Em um mundo de incertezas busca-se a certeza da hierarquia das fontes, um sentido unitário. Mas, a atualidade nos traz tensões, opostos, pontos dialéticos e indefinição. O Controle de Convencionalidade é mais uma fonte, em meio de um embaralhado de fontes.    

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Biografía del autor/a

Maria Celeste Cordeiro Leite dos Santos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP, doutora em Direito pela PUC-SP e doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP. É livre-docente em Direito Penal pela USP e atua no Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-SP, com produção relacionada à Filosofia do Direito, Bioética, Biodireito, inteligência artificial e interpretação da norma jurídica.

Marilene Araújo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, Brasil

Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade São Paulo (2020) . Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2016). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Teoria Geral do Direito, Filosofia do Direito e Direito Constitucional, e administrativo, atuando na área de Direito de comunicação e direito administrativo. É uma das editoras da Revista Fronteiras Interdisciplinares do Direito e Coordenadora da REVISTA INTERNACIONAL DE VITIMOLOGIA E JUSTIÇA RESTAURATIVA do Grupo de Pesquisa da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Membro do Grupo de Pesquisa da Faculdade de Direito da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Percepções Cognitivas da Interpretação da Norma e do Grupo Biós Biodireito/Bioética/Biopolitica. Membro do IBDC Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. Vice-presidente do Instituto Pro-vítima https://orcid.org/0000-0001-5611-3184

Rodrigo de Araujo Alcantara Barbieri, Pontifica Universidade Católica de São Paulo

Advogado. Doutorando em Direito na PUC-SP. Mestre em Filosofia de Direito pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo   (2025) Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2020). Especialista em Processo Civil pela PUC-SP (2023). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Administrativo e Processual Civil. Tesoureiro no Instituto Provitima. Autor https://orcid.org/0000-0001-5611-3184 

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Publicado

2026-08-11

Cómo citar

Santos, M. C. C. L. dos, Araújo, M., & Barbieri, R. de A. A. (2026). O controle de convencionalidade como fonte do Direito : entre a soberania constitucional e a cooperação interamericana . Revista Fronteiras Interdisciplinares Do Direito, 1(1), 131–149. https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.77362