Cooperando com o tio Sam
reflexões sobre a copropriedade de patentes em cooperação Brasil- EUA
DOI :
https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76166Mots-clés :
patentes, tecnologia, cooperação técnica internacional, copropriedadeRésumé
Patentes são valiosos ativos econômicos resultantes da criação de uma nova solução técnica. Tais ativos são importantes para recuperar recursos investidos no desenvolvimento do produto patenteado e para garantir que a tecnologia não seja apropriada por outros agentes do mercado. Nesse contexto, ações de cooperação técnica internacional (CTI) vêm se tornando mais comuns e, consequentemente, mais patentes são administradas conjuntamente entre entidades internacionais cooperantes. O presente estudo busca delimitar alguns fatores importantes para promover a proteção internacional de patentes desenvolvidas em regime de CTI tendo por foco a relação Brasil-Estados Unidos e usa da revisão bibliográfica e do método lógico-dedutivo para colher e interpretar dados. Para responder à questão levantada, os seguintes objetivos são traçados: (i) estudar as diferenças entre os regimes brasileiro e estadunidense de copropriedade em patentes, (ii) explorar as especificidades do regime de CTI e como a exploração conjunta pode afetar o valor econômico das patentes, (iii) determinar elementos de conexão aplicáveis e aspectos importantes do litígio entre coproprietários. Ao final da pesquisa, conclui-se que é necessário o estabelecimento de algumas cláusulas preventivas em acordos de cooperação antes do início de atividades de CTI. Algumas dessas cláusulas dizem respeito à forma e distribuição de royalties advindos da tecnologia patenteada, divisão de encargos relativos às taxas de manutenção da patente e regras para o licenciamento do ativo comum.
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