Modelos de Substância e Modos de Ser: Millikan encontra Heidegger

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2764-0892.2025.v4.n2.e76056

Palavras-chave:

Heidegger, Millikan, Ontologia, Tipos naturais, Modelos de substância, Modos de ser, Generalidade categorial

Resumo

"Este artigo propõe uma reinterpretação da noção de modos de Ser (Seinsweisen) de Heidegger, recorrendo à teoria dos modelos de substância (substance templates) de Ruth Millikan. Contra leituras realistas recentes que tratam os modos de Ser como universais ontológicos definidores de espécies naturais (Kelly 2016; McDaniel 2009), argumento que os modos de Ser não dividem a realidade em suas articulações naturais (do not cut reality at its joints), mas, antes, articulam as condições de inteligibilidade dos entes enquanto tais. O conceito de modelos de substância de Millikan oferece um modelo naturalista para a compreensão dessa forma de generalidade: os modelos de substância determinam os tipos de perguntas e as expectativas indutivas apropriadas a diferentes domínios ontológicos, permanecendo, ao mesmo tempo, anteriores a qualquer indução empírica. Interpretar os modos de Ser de Heidegger como modelos de substância permite-nos satisfazer o que chamo de Condição Metacategorial: a de que cada modo de Ser fornece uma forma distinta de predicação, irredutível tanto a espécies empíricas quanto a meros esquemas conceituais."

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Publicado

2026-04-28

Como Citar

Ainbinder, B. (2026). Modelos de Substância e Modos de Ser: Millikan encontra Heidegger. Geltung, Revista De Estudos Das Origens Da Filosofia contemporânea, 4(2), e76056. https://doi.org/10.23925/2764-0892.2025.v4.n2.e76056