A não realização do objeto na segunda casa argumental e o desenvolvimento de construções ergativas no Português Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.23925/2237-759X2026V59e73224Palavras-chave:
Não realização do objeto, voz ergativa, organização oracional, modelos baseados no uso, funcionalismoResumo
Esta pesquisa investiga qualitativamente, sob o viés dos Modelos Baseados no Uso, a não realização do objeto no português brasileiro (PB), com destaque para a fala goiana. A hipótese é que está havendo alterações na conceptualização do evento descrito, envolvendo a interação entre o locutor e o interlocutor e os verbos que essencialmente não realizam o objeto motivam outros verbos a se comportarem da mesma maneira. Analisou-se: o objeto anafórico implícito definido e indefinido; o objeto semanticamente preenchido; a voz ergativa. Nesses três processos, é possível notar alterações na valência do verbo predicador indicativas de diferentes organizações sintáticas.
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