Maneiras de ser e de sentir na aceleração e a ilimitação contemporânea

Claudine Haroche

Resumo


O texto aborda a questão do olhar nas sociedades contemporâneas, assinalando a presença, cada vez mais acentuada, de formas de individualismo e narcisismo. Inscreve-se em uma perspectiva genealógica para esclarecer o contemporâneo, cujas evoluções, transformações e comoções tenta discernir. Lembra que as reviravoltas sociais, políticas e antropológicas, devidas em particular à presença contínua de imagens e monitores, à existência de fluxos contínuos, às solicitações visuais incessantes, afetam o olhar do indivíduo, evidenciando processos paradoxais de individualização e massificação. Retomando e desdobrando aspectos do debate já proposto por autores como Walter Benjamin, Adorno, Horkhaimer, Elias, Mauss, Simmel e Le Goff, aborda, de uma perspectiva histórica, a questão da privação do olhar nas evoluções da democracia, da desigualdade de atenção e, depois, do individualismo narcisista e das tecnologias contemporâneas. O texto traz uma rica reflexão acerca da condição do homem moderno e a importância de repensar algumas das categorias de análise na interpretação das sociedades contemporâneas.

Palavras-chave


olhar; genealogia; fluxos; individualização; massificação

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DOI: https://doi.org/10.1590/14758

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