(Des)territórios da mineração: planejamento territorial a partir do rompimento em Mariana, MG

Autores

  • Flora Lopes Passos Universidade Federal de Minas Gerais/ Doutoranda
  • Polyana Coelho Universidade Federal de Minas Gerais/ Mestranda
  • Adelaide Dias

Palavras-chave:

planejamento territorial, mineração, Mariana, Minas Gerais, Brasil

Resumo

O poder da mineração no Brasil, particularmente em Minas Gerais, interfere no planejamento territorial e nos direitos da população atingida, que habita as áreas de interesse das mineradoras. Este artigo propõe refletir sobre a correlação de forças que resultou no rompimento da barragem em Mariana (MG), em 2015, e os conflitos territoriais em torno da desterritorialização de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. A metodologia inclui revisão bibliográfica e análise dos discursos pós-desastre de atores locais. Debater sobre o modelo exploratório da mineração subentende refletir sobre participação popular no planejamento territorial, sendo necessária uma leitura crítica sobre o refreamento da autonomia dos atingidos, buscando reconhecer o conflito como motor na construção de cidadania e justiça social e ambiental nas cidades.

Biografia do Autor

Flora Lopes Passos, Universidade Federal de Minas Gerais/ Doutoranda

Arquiteta no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Polyana Coelho, Universidade Federal de Minas Gerais/ Mestranda

Arquiteta da Secretaria Municipal de Patrimônio de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura Municipal de Ouro Preto

Mestranda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais

Adelaide Dias

Arquiteta e integrante do coletivo #umminutodesirene

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Publicado

2017-04-07