Produção do espaço residencial em Santos/SP: parâmetros urbanísticos e a “ordem urbana”

Autores

  • Marina Ferrari de Barros Universidade Federal do ABC, Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão do Território. Santo André, SP/Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5271-3430
  • Flavia da Fonseca Feitosa Universidade Federal do ABC, Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão do Território. Santo André, SP/Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7744-5225
  • Jeroen Johannes Klink Universidade Federal do ABC, Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão do Território. Santo André, SP/Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6264-001X

DOI:

https://doi.org/10.1590/2236-9996.2022-5415

Palavras-chave:

política urbana, espaço residencial, mercado imobiliário, coeficiente de aproveitamento, segregação

Resumo

Este artigo está amparado nas teses de Abramo e Villaça a propósito da produção das novas localizações residenciais para levantar a hipótese de que a ação regulatória estatal reforça a “ordem urbana” que privilegia a produção de espaço residencial de alta renda. A metodologia empregada consistiu em analisar a distribuição de índices urbanísticos, em especial o coeficiente de aproveitamento na legislação urbanística da área insular do município de Santos no período compreendido entre 1968 e 2018. Conclui-se que há uma combinação de generalização e focalização na atribuição do aproveitamento do solo pelo poder local que desencadeia uma “ordem urbana” direcionada à maximização dos lucros da produção de novas localizações e o direcionamento da produção residencial pelas camadas de alta renda.

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Publicado

2022-05-22