A percepção de conservadores e progressistas sobre memes desinformativos nas eleições 2020

Autores

  • Rosemary Segurado Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Faculdade de Ciências Sociais, Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais. São Paulo, SP/Brasil https://orcid.org/0000-0002-3910-4603
  • Tathiana Senne Chicarino Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Faculdade de Ciências Sociais, Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política. São Paulo, SP/ Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9306-5668
  • Desirèe Luíse Lopes Conceição Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Faculdade de Ciências Sociais, Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política. São Paulo, SP/ Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2700-3864

DOI:

https://doi.org/10.1590/2236-9996.2022-5508

Palavras-chave:

eleição, desinformação, fake news, conservadores, progressistas

Resumo

Este artigo tem o objetivo de analisar a percepção das eleitoras e dos eleitores da cidade de São Paulo sobre dois memes políticos com dados falsos que circularam nas redes digitais durante as eleições 2020, também abordando a dieta informacional e o comportamento de checagem de informação dos participantes. Para a metodologia, foi adotada a pesquisa qualitativa, a partir de grupos de discussão e entrevistas em profundidade. Por meio da expressão de valores (atitudinais) evidenciados pelos participantes divididos entre conservadores e progressistas, identificaram-se quatro mecanismos que estimularam uma espécie de aderência ao conteúdo dos memes, principalmente entre conservadores: 1) associar com seu repertório particular; 2) despertar um sentimento de medo/preocupação; 3) ter convicção sobre o tema; 4) não ter conhecimento da informação exposta.

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Publicado

2022-08-22