Velhice em ruas que não esperam: mobilidade e existência na América Latina
Palavras-chave:
envelhecimento, mobilidade urbana, Hannah Arendt, América Latina, urbanismo críticoResumo
Este artigo propõe uma reflexão crítico-filosófica sobre o envelhecimento nas cidades latino-americanas, com foco nas relações entre mobilidade, visibilidade e existência urbana. A partir da filosofia de Hannah Arendt, abordamos a mobilidade não como mera locomoção, mas como condição política de aparecer no espaço público. Com contribuições de Virilio e Harvey, argumentamos que, nas metrópoles do Sul Global, os corpos envelhecidos se tornam invisíveis. Propomos um urbanismo da presença e uma poética do envelhecer como base ética para cidades mais justas.
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