Questões metodológicas sobre o “déficit habitacional”: o perigo de abordagens corporativas

Sérgio de Azevedo, Maria Bernadette Araújo

Resumo


A partir da metodologia para o cálculo do déficit habitacional, desenvolvida pela Fundação João Pinheiro por demanda do governo federal – em aprimoramento contínuo desde meados dos anos 90 e atualmente referência nacional na área – os autores fazem uma análise crítica ao viés corporativo da metodologia elaborada pelo Sindicado da Construção Civil/SP (Sinduscon/SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas/SP. Essa abordagem superestima o déficit quantitativo ao considerar a totalidade dos domicílios das favelas como “déficit”. Não distingue, também, a necessidade de construção de novas moradias da “inadequação de domicílios” que, sem implicar custos de reposição total das unidades, exige políticas públicas complementares à habitacional, como saneamento, infra-estrutura, urbanização, regularização fundiária, etc.

Palavras-chave


necessidades habitacionais; déficit habitacional; inadequação de domicílios; política habitacional; interfaces de políticas; habitação popular; favelas.

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DOI: https://doi.org/10.1590/8773

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