A periferia é o limite: notas sobre a crise do modelo ocidental de urbanização

Elizete Menegat

Resumo


O objetivo deste trabalho é refletir sobre a face urbana da crise da civilização ocidental contemporânea. Neste quadro, consideramos a gênese e o desenvolvimento do modo de urbanização do Ocidente como um todo estruturado entre centro e periferia. Assim, buscamos compreender os processos de urbanização do Brasil e da América Latina como partes indissociáveis da história da urbanização do mundo ocidental. Consideramos, portanto, que a crise urbana atual alcança a totalidade do Ocidente, muito embora seja na sua periferia que a face mais perversa se apresente. Aqui, nas fronteiras do Ocidente, interpretamos a segregação crescente dos sem-propriedade em áreas clandestinamente ocupadas do território das metrópoles e grandes cidades como expressão dos limites dessa forma e desse conteúdo civilizatório.

Palavras-chave


civilização ocidental; colonização; urbanização; território; crise; metrópole; segregação; ocupações clandestinas; formas de apropriação pública e privada.

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DOI: https://doi.org/10.1590/8801

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