| Qualis: A1 |
| Área do conhecimento: Planejamento Urbano e Regional / Demografia |
Cadernos Metrópole 70
Os Editores Científicos e a Comissão Editorial da revista Cadernos Metrópole convidam para a organização do v. 29, nº 70 os pesquisadores das diversas áreas de conhecimento, que abordam a questão urbana e regional, a enviarem textos sobre o tema
Tarifa Zero: impactos, disputas e suas perspectivas de ampliação no Brasil
Organizadores: Thiago Trindade, Juciano Rodrigues, LetÍcia Birchal Domingues
As jornadas de junho de 2013 inseriram o tema da mobilidade urbana e do direito à cidade na ordem do dia da agenda política brasileira. Como desdobramento, a inclusão do transporte como direito social no Art. 6º da Constituição Federal em 2015 contribuiu para alterar substancialmente a lógica do debate público sobre as políticas de transporte e de mobilidade. Nesse contexto, a demanda pela Tarifa Zero no transporte coletivo ganhou cada vez mais notoriedade nos meios acadêmicos e políticos.
O contínuo aumento do custo de vida nas grandes cidades, associado à crise do transporte público (acentuada no período da pandemia de Covid 19), impulsionou a pauta da mobilidade urbana em geral (e da tarifa zero em particular) em direção a um lugar cada vez mais central nos debates eleitorais e mesmo no cotidiano da administração pública.
Atualmente, mais de 140 municípios (abrangendo quase 8 milhões de habitantes) adotam a política da Tarifa Zero no transporte coletivo, tornando o Brasil uma referência internacional no debate sobre os modelos adotados e os desafios a serem enfrentados. As mudanças climáticas também têm sido catalisadoras de iniciativas nessa direção. Na esteira da ideia de “mobilidade urbana sustentável”, a Tarifa Zero tem encontrado espaço – ainda que limitado – mesmo no âmbito de associações patronais e empresariais.
Embora aos olhos de alguns o tema pareça altamente setorizado, na realidade ele envolve uma ampla gama de questões relacionadas ao acesso a direitos básicos (saúde, educação, assistência social, trabalho, lazer, etc.), evidenciando, portanto, o papel da Tarifa Zero enquanto política de combate à segregação urbana. Esta edição do Cadernos Metrópole pretende ser mais um vetor de difusão deste debate, debruçando-se sobre os desafios que estão postos para as cidades e para a política urbana na atual quadra histórica.
Os principais temas e questões de interesse deste dossiê são:
- Tarifa Zero e a ampliação da mobilidade urbana de grupos de baixa renda e das populações periféricas em geral;
- O papel da Tarifa Zero na promoção da justiça social e na construção de cidades antirracistas;
- Impactos da implementação da Tarifa Zero na dimensão ambiental, geração de emprego e renda e aumento da atividade econômica (incluindo arrecadação de impostos);
- Perfil demográfico e econômico dos municípios que vêm adotando a política;
- Fontes de financiamento para a Tarifa Zero hoje (e possíveis novas fontes);
- Disputas discursivas envolvidas no processo de reivindicação e de implementação da Tarifa Zero;
- O papel dos agentes do legislativo nesse processo;
- As coalizões que têm se formado na interseção entre sociedade civil e Estado em prol da Tarifa Zero;
- A contribuição histórica da luta de movimentos e coletivos organizados para o fortalecimento desta pauta;
- Trabalhos em nível teórico que se proponham a refletir sobre a relação entre mobilidade urbana e segregação nos seus diferentes níveis de análise.
.data-limite para envio dos trabalhos: 30 DE SETEMBRO DE 2026
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
ESCOPO E POLÍTICA EDITORIAL
A revista Cadernos Metrópole, de periodicidade quadrimestral, tem como enfoque o debate de questões ligadas aos processos de urbanização e à questão urbana, nas diferentes formas que assume na realidade contemporânea. Trata-se de periódico dirigido à comunidade acadêmica em geral, especialmente, às áreas de Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional, Geografia, Demografia e Ciências Sociais.
A revista publica textos de pesquisadores e estudiosos da temática urbana, que dialogam com o debate sobre os efeitos das transformações socioespaciais no condicionamento do sistema político-institucional das cidades e os desafios colocados à adoção de modelos de gestão baseados na governança urbana. A revista não publica texto de graduandos.
A revista está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.
Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.
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A revista não aplica taxas de submissão, publicação ou de qualquer outra natureza em seus processos, sendo um veículo científico voltado à comunidade científica brasileira.
CHAMADA DE TRABALHOS
A revista Cadernos Metrópole é composta de um núcleo temático, com chamada de trabalho específica, e um de temas livres relacionados às áreas citadas. Os textos temáticos deverão ser encaminhados dentro do prazo estabelecido e deverão atender aos requisitos exigidos na chamada, os textos livres terão fluxo contínuo de recebimento.
Os artigos podem ser redigidos em língua portuguesa, espanhola, inglesa ou francesa.
Os trabalhos submetidos à Cadernos Metrópole devem ser enviados pelo link https://revistas.pucsp.br/index.php/metropole/about/submissions.
Os artigos NÃO devem conter nenhum tipo de identificação do(s) autor(es).
A revista não aceitará artigos assinados por mais de 3 autores.
A revista não publica artigos de autoria ou coautoria de graduandos. Se necessário, serão citados como "colaboradores" em nota ao final do texto.
Ao menos um autor/coautor deverá possuir título de doutorado no momento da submissão.
É imprescindível o envio do Instrumento Particular de Autorização e Cessão de Direitos Autorais, datado e assinado pelo(s) autor(es), que deve ser anexado no passo 4 da submissão.
Os textos serão publicados no idioma original e em inglês. A qualidade e os custos da tradução serão de inteira responsabilidade dos autores. A tradução é obrigatória apenas para os textos que forem selecionados para publicação.
Traduções devem ter sido revistas por profissional especialista ou equivalente, a ser custeado pelo autor. Traduções realizadas por inteligência artificial sem revisão profissional e humana não serão aceitas.
Os autores devem cumprir um intervalo de 2 (duas) edições para nova publicação.
AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS
Os artigos recebidos para publicação deverão ser inéditos e serão submetidos à apreciação dos membros do Conselho Editorial e de consultores ad hoc para emissão de pareceres. Os artigos receberão duas avaliações e, se necessário, uma terceira. Será respeitado o anonimato tanto dos autores quanto dos pareceristas.
Caberá aos Editores Científicos e à Comissão Editorial a seleção final dos textos recomendados para publicação pelos pareceristas, levando-se em conta sua consistência acadêmico-científica, clareza de ideias, relevância, originalidade e oportunidade do tema.
Os textos aprovados pelos pareceristas, mas não selecionados para publicação na edição para a qual foram submetidos, serão apresentados aos organizadores das edições seguintes visando sua publicação na seção Textos Complementares.
COMUNICAÇÃO COM OS AUTORES
Os autores serão comunicados por email da decisão final, sendo que a revista não se compromete a devolver os originais não publicados.
OS DIREITOS DO AUTOR
A revista não tem condições de pagar direitos autorais nem de distribuir separatas.
O Instrumento Particular de Autorização e Cessão de Direitos Autorais, datado e assinado pelo(s) autor(es), deve ser enviado juntamente com o artigo.
O conteúdo do texto é de responsabilidade do(s) autor(es).
Os manuscritos devem vir acompanhados de uma declaração de disponibilidade dos dados usados e gerados na pesquisa subjacentes aos textos.
A versão final do artigo aprovado será publicada com o nome do editor ou editores responsáveis pelo processo de avaliação do manuscrito
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
A contribuição de cada autor/a deve ser identificada conforme a taxonomia CRediT, de acordo com as funções específicas: administração de projetos; análise formal; aquisição de financiamento; conceitualização; curadoria de dados; investigação; metodologia; recursos; redação–rascunho original; redação–revisão e edição; software; supervisão; validação; visualização.
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DOS ARTIGOS
Os trabalhos devem ser apresentados, nessa ordem:
- título, de 12 palavras no máximo, em português, ou na língua em que o artigo foi escrito, e em inglês;
- resumo/abstract de, no máximo, 120 palavras em português ou na língua em que o
- artigo foi escrito e outro em inglês, com indicação de 3 a 5 palavras-chave em português, ou na língua em que o artigo foi escrito, e em inglês;
- texto, digitado em Word, espaço 1,5, fonte Arial tamanho 11, tendo 20 a 25 páginas, incluindo tabelas, gráficos, figuras, referências bibliográficas; as imagens devem ser em formato JPG, com resolução mínima de 300 dpi e largura máxima de 13 cm;
- títulos de seção, de, no máximo, 6 palavras;
- após as referências, colocar a contribuição de cada autor na confecção do trabalho e a resposta às questões abaixo:
1) Declaração de conflito de interesse
Os autores declaram que não há conflito de interesse.
2) Declaração de disponibilidade de dados da pesquisa
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- Todo o conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo foi disponibilizado em [nome do repositório] e pode ser acessado em [URL ou de preferência o DOI]. (Por favor, informe quaisquer restrições, quando aplicável).
- Todo o conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.
- Todo o conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo foi publicado no artigo e na seção "Materiais suplementares".
- O conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo não está disponível ao público.
As referências bibliográficas deverão seguir rigorosamente as seguintes instruções:
Livros
AUTOR ou ORGANIZADOR (org.) (ano de publicação). Título do livro. Cidade de edição, Editora.
Exemplo:
CASTELLS, M. (1983). A questão urbana. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
Capítulos de livros
AUTOR DO CAPÍTULO (ano de publicação). “Título do capítulo”. In: AUTOR DO LIVRO ou ORGANIZADOR (org.). Título do livro. Cidade de edição, Editora.
Exemplo:
BRANDÃO, M. D. de A. (1981). “O último dia da criação: mercado, propriedade e uso do solo em Salvador”. In: VALLADARES, L. do P. (org.). Habitação em questão. Rio de Janeiro, Zahar.
Artigos de periódicos
AUTOR DO ARTIGO (ano de publicação). Título do artigo. Título do periódico. Cidade, volume do periódico, número do periódico, páginas inicial e final do artigo.
Exemplo:
TOURAINE, A. (2006). Na fronteira dos movimentos sociais. Sociedade e Estado. Dossiê movimentos sociais. Brasília, v. 21, n.1, pp. 17-28.
Trabalhos apresentados em eventos científicos
AUTOR DO TRABALHO (ano de publicação). Título do trabalho. In: NOME DO CONGRESSO, número, ano, local de realização. Título da publicação. Cidade, Editora, páginas inicial e final.
Exemplo:
SALGADO, M. A. (1996). Políticas sociais na perspectiva da sociedade civil: mecanismos de controle social, monitoramento e execução, parceiras e financiamento. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL ENVELHECIMENTO POPULACIONAL: UMA AGENDA PARA O FINAL DO SÉCULO. Anais. Brasília, MPAS/SAS, pp. 193-207.
Teses, dissertações e monografias
AUTOR (ano de publicação). Título. Tese de doutorado ou Dissertação de mestrado. Cidade, Instituição.
Exemplo:
FUJIMOTO, N. (1994). A produção monopolista do espaço urbano e a desconcentração do terciário de gestão na cidade de São Paulo. O caso da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. Dissertação de mestrado. São Paulo, Universidade de São Paulo.
Textos retirados de Internet
AUTOR (ano de publicação). Título do texto. Disponível em. Data de acesso.
Exemplo:
FERREIRA, J. S. W. (2005). A cidade para poucos: breve história da propriedade urbana no Brasil. Disponível em: http://www.usp.br/fau/depprojeto/labhab/index.html. Acesso em: 8 set 2005.