Abordagens para a sustentabilidade nas energias renováveis: um estudo bibliométrico sobre a relação entre a energia eólica offshore e pegada ecológica
DOI:
https://doi.org/10.23925/2237-4418.2025v40i2.p17-28Palavras-chave:
usinas eólicas offshore, pegada ecologica, sustentabilidadeResumo
A energia eólica offshore é reconhecida globalmente por sua eficácia na redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a diversificação da geração de energia renovável. No entanto, a seleção de locais para usinas eólicas ainda suscita debates quanto aos critérios socioambientais adequados. Para equilibrar o meio ambiente, o desenvolvimento e a sociedade, é essencial estabelecer mecanismos de avaliação de sustentabilidade. Nesse contexto, indicadores de sustentabilidade permitem a gestão de socioecossistemas na implementação de turbinas eólicas, otimizando recursos e mitigando impactos negativos, com destaque para o cálculo da pegada ecológica. Este estudo buscou caracterizar a produção científica sobre a relação entre energia eólica offshore e pegada ecológica, bem como identificar as principais variáveis que a definem. Os resultados apontam para a ligação entre a eficiência técnica das usinas eólicas offshore e a redução da pegada ecológica, mas ressaltam a necessidade de abordar, de forma mais abrangente, aspectos sociais, econômicos e ambientais. Conclui-se que, para uma transição energética sustentável, é essencial adotar uma abordagem integrada, considerando não apenas a eficiência técnica, mas também a justiça ambiental e a adaptação às mudanças climáticas.
Downloads
Referências
Anwar, M. B., El Moursi, M. S., & Xiao, W. (2016). Novel power smoothing and generation scheduling strategies for a hybrid wind and marine current turbine system. IEEE Transactions on Power Systems, 32(2), 1315-1326. doi:10.1109/TPWRS.2016.2591723.
Araújo, C. A. (2006). Bibliometria: evolução histórica e questões atuais. Em Questão, 12(1), 11–32. https://doi.org/10.19132/1808-5245200612.11-32
Benitez, F. F., et al. (2019). Environmental education program in Ecuador: theory, practice, and public policies to face global change in the Anthropocene. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 27(105), 859-880.
Bidwell, D., Smythe, T., & Tyler, G. (2023). Anglers' support for an offshore wind farm: Fishing effects or clean energy symbolism. Marine Policy, 151, 105568. https://doi.org/10.1016/j.marpol.2023.105568.
Chang, V., et al. (2021). The market challenge of wind turbine industry-renewable energy in PR China and Germany. Technological Forecasting and Social Change, 166, 120631.
DeCastro, M., Salvador, S., Gómez-Gesteira, M., Costoya, X., Carvalho, D., Sanz-Larruga, F. J., & Gimeno, L. (2019). Europe, China and the United States: Three different approaches to the development of offshore wind energy. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 109, 55–70.
De Medeiros, F. F. H., & Pimenta, H. C. D. (2022). Análise bibliométrica sobre práticas sociais implementadas em comunidades do entorno de parques eólicos. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, 11(4), 174–197. https://doi.org/10.29289/1984-0065.v11i4.12209
Empresa de Pesquisa Energética. (2020). ROADMAP Eólica Offshore Brasil. Perspectivas e caminhos para a energia eólica marítima. http://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dadosabertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao456/Roadmap_Eolica_Offshore_EPE_versao_R2.pdf
Fernandes, I. G. (2023). Exploração da Complementaridade Eólica Offshore para Redução da Variabilidade de Geração [Tese de doutorado, Universidade Federal do Maranhão].
Galli, A., et al. (2012). Integrating Ecological, Carbon and Water footprint into a “Footprint Family” of indicators: Definition and role in tracking human pressure on the planet. Ecological Indicators, 16, 100-112.
Gonzalez, M. H. G., & Andrade, D. C. (2015). A sustentabilidade ecológica do consumo em Minas Gerais: uma aplicação do método da pegada ecológica. Nova Economia, 25(2), 421-446.
Grande, O., et al. (2014). Simplified formulae for the estimation of offshore wind turbines clutter on marine radars. The Scientific World Journal, 2014(1), 1–12. https://doi.org/10.1155/2014/982508
Grecian, W. J., Inger, R., Attrill, M. J., Bearhop, S., Godley, B. J., Witt, M. J., & Votier, S. C. (2010). Potential impacts of wave-powered marine renewable energy installations on marine birds. Ibis, 152(4), 683–697.
Hammar, L., Perry, D., & Gullström, M. (2016). Offshore Wind Power for Marine Conservation. Open Journal of Marine Science, 6(1), 66–78.
Hof, A. F., et al. (2020). From global to national scenarios: bridging different models to explore power generation decarbonisation based on insights from socio-technical transition case studies. Technological Forecasting and Social Change, 151, 119882.
Iwata, K., Kyoi, S., & Ushifusa, Y. (2023). Public attitudes of offshore wind energy in Japan: An empirical study using choice experiments. Cleaner Energy Systems, 4, 100052. https://doi.org/10.1016/j.cles.2023.100052.
Joof, F., Samour, A., Ali, M., Rehman, M. A., & Tursoy, T. (2024). Economic complexity, renewable energy and ecological footprint: The role of the housing market in the USA. Energy and Buildings, 311, 114131. https://doi.org/10.1016/j.enbuild.2024.114131.
Karimli, T., Mirzaliyev, N., & Guliyev, H. (2024). The Globalization and Ecological Footprint in European Countries: Correlation or Causation? Research in Globalization, 8, 100208. https://doi.org/10.1016/j.resglo.2024.100208.
Kothari, R., Tyagi, V. V., & Pathak, A. (2010). Waste-to-energy: A way from renewable energy sources to sustainable development. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 14(9), 3164–3170.
Martin, G. R., & Banks, A. N. (2023). Marine birds: Vision-based wind turbine collision mitigation. Global Ecology and Conservation, 42(1), e02386. https://doi.org/10.1016/j.gecco.2023.e02386.
Miller, L. M., & Keith, D. W. (2018). Observation-based solar and wind power capacity factors and power densities. Environmental Research Letters, 13(10), 104008. https://doi.org/10.1088/1748-9326/aae102.
Normann, H. E. (2017). Policy networks in energy transitions: The cases of carbon capture and storage and offshore wind in Norway. Technological Forecasting and Social Change, 118, 80-93.
Paiva, S. V. (2023). Ameaças da mineração de Carbonaros Marinhos e a energia eólica “offshore” na biodiversidade marinha: um ponto crítico para a economia azul [Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará].
Pereira, L. G. (2008). Síntese dos Métodos de Pegada Ecológica e Análise Energética para Diagnóstico da Sustentabilidade de Países: o Brasil como estudo de caso [Tese de doutorado, Universidade Estadual de Campinas].
Possner, A., & Caldeira, K. (2017). Geophysical potential for wind energy over the open oceans. Proceedings of the National Academy of Sciences, 43, 10763-10768. http://www.pnas.org/lookup/doi/10.1073/pnas.1705710114
Rees, W. E. (1992). Ecological footprint and appropriated carrying capacity: What urban economics leaves out. Environment and Urbanization, 4, 121-130.
Van der Loos, H. A., et al. (2020). Low-carbon lock-in? Exploring transformative innovation policy and offshore wind energy pathways in the Netherlands. Energy Research & Social Science, 69, 101640.
Xavier, T. W. F. (2022). Análise participativa dos potenciais impactos socioambientais de parques eólicos marinhos (Offshore) na pesca artesanal no estado do Ceará, Brasil [Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará].
Xavier, T., Gorayeb, A., & Brannstrom, C. (2020). Energia Eólica Offshore e Pesca Artesanal: impactos e desafios na costa oeste do Ceará, Brasil. In Geografia Marinha: oceanos e costas na perspectiva de geógrafos (pp. 608-630). Rio de Janeiro: PGGM.
Yang, W., Tavner, P. J., & Court, R. (2013). An online technique for condition monitoring the induction generators used in wind and marine turbines. Mechanical Systems and Signal Processing, 38(1), 103-112. https://doi.org/10.1016/j.ymssp.2012.03.002
Wackernagel, M., & Rees, W. (1996). Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth. New Society Publishers.
WWF-BRASIL. (2012). World Wide Life Fund For Nature Brasil. A Pegada Ecológica de São Paulo – Estado e Capital e a família de pegada. Brasília: WWF- Brasil.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Pensamento & Realidade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os autores concedem à revista todos os direitos autorais referentes aos trabalhos publicados. Os conceitos emitidos em artigos assinados são de absoluta e exclusiva responsabilidade de seus autores.