A escolha na orientação profissional: contribuições da psicologia sócio-histórica

Wanda Maria Junqueira de Aguiar

Resumo


O objetivo deste artigo é, em primeiro lugar, expor algumas reflexões que a psicologia sócio-histórica tem realizado sobre os pressupostos teóricos e metodológicos orientadores da prática de orientação profissional, e, a seguir, como os processos de escolha são entendidos por essa abordagem. Com relação ao primeiro ponto destacado, sua relevância se dá por acreditarmos que a discussão sobre a orientação profissional não pode se resumir à apresentação de um conjunto de estratégias e atividades. Vemos como fundamental, na discussão do “como fazer”, ou seja, na discussão da prática, a reflexão sobre os pressupostos que orientam a prática, indicando assim a ética que aí está contida. No bojo dessa discussão, vamos apresentar o sujeito como aquele que é único, singular, mas social e histórico ao mesmo tempo. Como aquele que transforma o social em psicológico, como aquele que vive a unidade contraditória do simbólico e do emocional, como aquele que produz sentidos subjetivos e dessa forma, com certeza – escolhe. Apresentaremos a seguir, como a psicologia sócio-histórica entende o processo de escolha, sem negar o papel ativo e criador do sujeito, mas sem cair nas armadilhas que tal discussão encerra, quando pautadas pelas concepções naturalizantes, atravessadas pelo liberalismo, com uma concepção de sujeito descolada do social, do processo histórico que o constitui.

Palavras-chave


orientação profissional; escolha; psicologia sócio-histórica

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.