Reflexões sobre práticas, políticas e permanências na educação superior brasileira
Entrevista com Cynthia Bisinoto
DOI:
https://doi.org/10.23925/2175-3520.2025159p143-152Palavras-chave:
educação superior, psicologia educacional, saúde mental, inclusão social, interseccionalidadeResumo
A crescente diversidade estudantil nas universidades brasileiras, impulsionada por políticas públicas de democratização do acesso, tem redefinido o campo de atuação da Psicologia Escolar e convocado novas práticas no âmbito da educação superior. Neste artigo, as autoras discutem os sentidos, desafios e potencialidades dessa área – a partir de uma entrevista com a Profª Dra. Cynthia Bisinoto, referência nacional na Psicologia Escolar Universitária — concebida como acontecimento discursivo, político e analítico. As reflexões produzidas nesse diálogo atualizam o debate sobre o papel da psicóloga escolar diante das desigualdades estruturais, do sofrimento psíquico e das políticas de permanência estudantil. Articulando pesquisa, prática e gestão, a análise enfatiza três dimensões principais: a formação e a valorização de profissionais para atuação no ensino superior; a ampliação das práticas psicológicas para esferas institucionais e de gestão universitária; o compromisso ético-político com a diversidade e a interseccionalidade. As autoras argumentam que a Psicologia Escolar pode e deve (re)xistir na universidade como prática crítica, coletiva e transformadora, comprometida com o cuidado, a equidade e os direitos educacionais.
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