Fenomenologia da metáfora
Resumo
Uma das questões polêmicas da psicoterapia diz respeito a seu objeto. Subjetividade, motivação, comportamento, fantasia têm sido respostas dadas por diferentes linhas, e às vezes o desacordo ocorre no interior de uma mesma abordagem. O que dizer então do método - cuja dependência em relação à definição dada ao objetivo é notória?
Constata-se, por outro lado, que o psicoterapeuta trabalha basicamente com a palavra - corno ouvinte e falante. Essa aferição aponta para urna diretriz que talvez permita perceber certo consenso mesmo em práticas marcadas por distâncias consideráveis.
Trata-se da questão do sentido, quase onipresente na prática psicoterápica - embora nem sempre de forma explícita. Se a asserção for plausível, impõe-se a pergunta sobre a produção da significação. A semântica afigura-se então como disciplina cujo estudo seria extremamente proveitoso para o psicoterapeuta. O presente trabalho considera que o sentido se produz no discurso graças à metáfora. Essa hipótese é examinada através de um exemplo extraído da mitologia grega, tornada corno produção discursiva. Os mitos de Édipo e Teseu são abordados comparativamente para elucidar o sentido dos mitemas parricídio/filicídio através de sua "desmetaforização".
Propõe-se assim um modelo metodológico aplicável à psicoterapia, com a finalidade de justificar a possibilidade de um tratamento rigoroso do discurso, mediante a identificação de seu campo semântico.
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