Ecoespiritualidade: religião e a nova gramática espaço-temporal

Emerson José Sena Silveira, João Paulo Silveira

Resumo


O artigo discute, teoricamente, a relação entre ecologia e religião na modernidade tardia e questiona se a ecoespiritualidade seria uma nova gramática espaço-temporal. Nosso propósito é compreender algumas das respostas religiosas às interpelações feitas pela crise ambiental. Entendemos que as contingências ecológicas estimulam novas concepções e práticas religiosas no tempo e no espaço, e promovem um deslizamento da religião institucionalizada para uma dimensão de espiritualidade. Tendo como método a revisão bibliográfica orientada pelo binômio religião-ecologia, lançamos a hipótese de que ecoespiritualidade, conjugada no plural como religiosidades ecologicamente reimaginadas, procura se contrapor à teleologia do progresso que se move em uma perspectiva espaço-temporal linear, evolucionista e positivista-quantitativa. A ecoespiritualidade traz uma sensibilidade ambiental que aponta para o horizonte holístico da relação entre humanos e não humanos.


Palavras-chave


Ecoespiritualidade; Modernidade tardia; Crise ambiental; Nova gramática espaço-temporal

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2019vol19i3a5

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