Crenças sobre “cura espiritual” entre estudantes e professores de medicina: um estudo qualitativo

David James Dias, Tânia Cristina de Oliveira Valente, Ana Paula Rodrigues Cavalcanti

Resumo


Esta pesquisa descreve as crenças de docentes e discentes de um curso de graduação em medicina no Rio de Janeiro sobre o tema “curas espirituais”, buscando contradições na formação acadêmica, contrastantes com a cultura onde estão inseridos pacientes e médicos. Entrevistaram-se 31 alunos e 30 docentes do ciclo básico, médico e do internato, investigando as primeiras ideias que lhes vinham à mente ao pensar sobre “cura espiritual”, seu mecanismo, aspectos positivos e negativos, e as pessoas / autoridades / instâncias que influenciaram a formação de suas opiniões sobre o assunto. A análise do corpus da pesquisa em Unidades de Contexto Iniciais (UCI), Unidades de Contexto Elementares (UCE), mais Análise Fatorial por Correspondência, incluindo o tratamento estatístico dos dados sociodemográficos, revelaram o choque entre a cultura e a formação acadêmica, entre a proposta de humanização do atendimento e a necessidade de comprovação científica, variando conforme o ciclo da graduação dos discentes e a formação dos docentes entrevistados. Evidenciaram-se ambiguidades na diferenciação entre ciência e crença e a carência de maiores conhecimentos sobre a relação entre espiritualidade e saúde, embora tenha sido reconhecida a legitimidade de debate sobre o tema na formação médica.


Palavras-chave


Cura espiritual; Educação médica; Cultura

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2020vol20i3a13

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