A constrição do medo
terço, água benta, cruz e crucifixo (Belém-PA, 1916-1930)
DOI:
https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i2a7Palavras-chave:
Catolicismo, feitiçaria, terço, água benta, crucifixoResumo
O foco destas reflexões é o de propor uma interpretação concernente ao medo na cidade de Belém das primeiras décadas do século XX. Ele foi pensado por meio da importância psíquica que determinados homens casados deram à feitiçaria e ao catolicismo (ao terço, à água benta, à cruz, ao crucifixo). O seu argumento consiste na lógica de que o sentimento do medo funcionou, nas camadas mentais de dados indivíduos, na qualidade de poder constritor a atuar no tempo e no espaço e que ele, através de gatilhos, propunha como finalidade dominar cognitivamente o sujeito. À vista disso, o temor oriundo de feitiços fazia conduzir o sujeito a buscar asilo nas insígnias católicas, então, Igreja, feitiçaria e medo formaram nestas reflexões escalas indissolúveis às bases de entendimento do presente estudo. Com efeito, o medo como constrição do indivíduo foi dado a entender através do cruzamento retroalimentar de alguns documentos, quais sejam: 11 epístolas anexadas em processos contenciosos de desquite e por intermédio de matérias publicadas no jornal religioso católico “A Palavra”.
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Referências
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