O debate sobre as mudanças na Teologia da Libertação
lógica discursiva e dinâmica social
DOI:
https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i1a15Palavras-chave:
Igreja católica, catolicismo, Teologia da Libertação, catolicismo da libertaçãoResumo
O trabalho analisa, em duas fases, o debate existente no Brasil sobre as mudanças na Teologia da Libertação. Na primeira, desencadeada pela crise do marxismo, tanto o objeto (sentido da noção de pobre) quanto a metanarrativa política (socialismo) desse discurso foram repensados. A segunda fase é marcada pelo questionamento da categoria pobre como fundamento epistemológico dessa teologia. Do ponto de vista da dinâmica social, utilizam-se ferramentas da sociologia do conhecimento para entender como esse debate reflete padrões sociais de reação de grupos intelectuais diante de situações de crise. Consequentemente, frente a erosão do marxismo, esses intelectuais comportaram-se como “mandarins” em busca de uma nova metanarrativa, e, diante das dissidências internas, enquanto “sacerdotes” que buscam legitimar o seu repertório tanto pela tradicionalização mítica de seu passado quanto pela oficialização de seu discurso no interior da igreja católica.
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