(Re)Interpretando Circe

do mito ao curta-metragem Skin & Bone (2022), de Eli Powers

Autores

  • Jaimeson Machado Garcia Programa de Pós-Graduação em Sistemas e Processos, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil
  • Priscila Gonçalves Magossi PUC-SP/CENCIB

DOI:

https://doi.org/10.23925/1677-1222.2025vol25i1a6

Palavras-chave:

Circe, folk horror, identidade, mito, Skin & Bone

Resumo

Este artigo analisa como o curta-metragem Skin & Bone (2022), dirigido por Eli Powers, reinterpreta o mito de Circe em contexto contemporâneo de folk horror. A argumentação estrutura-se em três blocos temáticos principais: (i) a relevância do pensamento mítico como base simbólica, (ii) os aspectos culturais e simbólicos do mito de Circe na Grécia Antiga, e (iii) a ressignificação desses elementos no curta-metragem em questão. Circe, a feiticeira descrita em A Odisséia, personifica a dualidade entre o humano e o bestial, o criador e o destrutivo. Serene, a protagonista  do curta, reflete a faceta destrutiva de Circe, que expõe as fragilidades humanas e questiona os limites entre humano e inumano. O estudo evidencia como Skin & Bone reinterpreta o mito, abordando a humanidade como um processo em disputa constante, evocando reflexões sobre isolamento, fragilidade e poder. Como conclusão, o filme reafirma a relevância de Circe enquanto arquétipo universal, ressignificando questões éticas, sociais e existenciais em diferentes contextos históricos e culturais.

Biografia do Autor

Jaimeson Machado Garcia, Programa de Pós-Graduação em Sistemas e Processos, Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil

Graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Franciscano (2013, UNIFRA, Santa Maria - RS) e em Comunicação Social - Produção Editorial pela Universidade Federal de Santa Maria (2014, UFSM, Santa Maria - RS). Mestre pelo do Programa de Pós-graduação em Letras com bolsa do Programa BIPSS - Bolsas Institucionais para Programas de Pós-Graduação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Edital 01/2019, UNISC, Santa Cruz do Sul - RS) e doutorando também pelo do Programa de Pós-graduação em Letras (UNISC, Santa Cruz do Sul - RS) com bolsa PROSUC/CAPES - Modalidade II. Durante o segundo semestre de 2023 realizou o doutorado-sanduíche no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica (COS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) com co-orientação da Prof. Dra. Lucia Santaella. 

Priscila Gonçalves Magossi, PUC-SP/CENCIB

Doutora em Comunicação e Semiótica (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2010-2014). Pós-doutora em Comunicação e Cultura Midiática (Universidade Paulista, 2022-2023). Diretora Editorial da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber/Biênio 2024-2025). Pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura (CENCIB/PUC-SP) e do grupo de Pesquisas em Mídia e Estudos do Imaginário (UNIP).

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SKIN & BONE. Direção: Eli Powers. Estados Unidos: Alter, 2022. 17 min. Curta-metragem. Disponível em: https://youtu.be/illWLEB0vok?si=65Kr0Uxq3hEHLytr. Acesso em: 25 dez. 2024.

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

Garcia, J. M., & Magossi, P. G. (2025). (Re)Interpretando Circe: do mito ao curta-metragem Skin & Bone (2022), de Eli Powers. REVER: Revista De Estudos Da Religião, 25(1), 80–94. https://doi.org/10.23925/1677-1222.2025vol25i1a6

Edição

Seção

Seção temática 1/2025: Religião e cinema