As razões antidemocráticas da fé
afinidades eletivas entre religião e pós-política no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i2a3Palavras-chave:
Pós-política, evangélicos, teologia do domínioResumo
Neste artigo, temos por objetivo apontar as afinidades eletivas entre religião e política no Brasil, voltando nossa análise para dois elementos: em primeiro lugar, o fenômeno da pós-política, pensado teoricamente e, posteriormente, a afinidade teológica entre esse movimento e a teologia do domínio, que pauta diversos discursos de setores evangélicos no Brasil. A partir dessa aproximação, procuramos apontar como há, no campo religioso evangélico, uma afinidade lógica entre o fenômeno antidemocrático da pós-política e teologia do domínio que se baseia em um ódio à política democrática. Com isso, apontamos também alguns dos modos de relação entre religião e política e, ainda mais, entre religião e antipolítica. Para tanto, dividimos nosso texto em três passos: apresentando em linhas gerais o conceito de afinidades eletivas, a partir da leitura que Michael Löwy faz de Max Weber; introduzindo a ideia de pós-política, a partir da discussão empreendida por Jacques Rancière; demonstrando as alianças entre esse discurso e a teologia do domínio.
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