Entre a gira e as redes, signos ciganos, umbanda e reconhecimento étnico

Autores

  • Edluza Oliveira Secretaria da Educação do Estado de Alagoas - SEDUC
  • Maria Marques Secretaria Estadual de Educação - Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i1a10

Palavras-chave:

Romanifishing, Umbanda, cigano, religião digital, grupos étnicos

Resumo

O artigo estuda o romanifishing, conceito elaborado por um estudante de mestrado, que menciona a apropriação cultural e a encenação de identidades ciganas racializadas nas redes sociais. Essa categoria contempla disputas por autenticidade étnica e religiosa na circulação digital denominada espiritualidade cigana. A metodologia é qualitativa, situada no campo da Antropologia, e combina revisão bibliográfica e análise documental de textos acadêmicos. O artigo não realiza etnografia digital própria, mas analisa criticamente o conceito de romanifishing formulado por Vilela (2025), considerando os exemplos de circulação digital apresentados pelo autor. O texto distingue três pares conceituais centrais defendidos pelo autor do conceito, entidade espiritual e povo de sangue, linha cigana espiritual e cultura cigana, nome interno de culto e nome usado para representação étnica de modo a mostrar como a confusão entre eles alimenta práticas de romanifishing. Por fim, o artigo propõe critérios de letramento étnico e religioso para a Umbanda no ambiente digital, defendendo a explicitação do estatuto espiritual das entidades ciganas e a nomeação, de forma ética, da filiação religiosa, ao mesmo tempo que articula essas propostas às lutas dos ciganos por reconhecimento em políticas de reparação social e de ações afirmativas que beneficiem os povos ciganos.

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Biografia do Autor

Edluza Oliveira, Secretaria da Educação do Estado de Alagoas - SEDUC

Mestra em Antropologia Social.

Maria Marques, Secretaria Estadual de Educação - Rio de Janeiro

Doutora em Educação - Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

Oliveira, E. M. S. de, & Marques, M. C. (2026). Entre a gira e as redes, signos ciganos, umbanda e reconhecimento étnico. REVER: Revista De Estudos Da Religião, 26(1), 139–157. https://doi.org/10.23925/1677-1222.2026vol26i1a10

Edição

Seção

Sessão temática 1/2026: Religião digital: reconfiguração das experiências