Resultado primário e custo da dívida pública
evidências para o período entre 2001 e 2022
DOI:
https://doi.org/10.23925/1806-9029.38in.1(69)74194Palavras-chave:
Resultado fiscal, Endividamento público, Custo da dívida, MQ2EResumo
Em momentos de diminuição na arrecadação, o setor público necessita captar recursos para equilibrar as finanças, assim como, em momentos de crise, o estado obriga-se a aumentar o endividamento para se financiar. O objetivo foi analisar a relação entre o resultado primário e o custo da dívida, entre 2001 e 2022, a partir da aplicação do método de Mínimos Quadrados em Dois Estágios. Os resultados evidenciam que o resultado primário e o custo da dívida apresentam uma relação inversa, sendo que o aumento de R$ 1 bi no resultado primário resulta na diminuição de R$ 0,1018 bi em juros pagos, o que indica que a redução do endividamento exige um esforço fiscal consistente e de longo prazo. Já o custo da dívida se relacionou positivamente com as receitas líquidas, a taxa de câmbio e a taxa de juros, evidenciando que esses agregados devem apresentar crescimento controlado em relação ao objetivo de diminuir o custo da dívida.
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