Impactos do rompimento da Barragem de Fundão na Saúde
avaliação epidemiológica comparada da população residente ao longo do Rio Doce após o rompimento da Barragem de Fundão (Mariana/MG, 2015)
DOI:
https://doi.org/10.23925/1806-9029.38in.1(69)74199Palavras-chave:
Mineração de Ferro, Desastres Tecnológicos, Perfil Epidemiológico, Saúde Ambiental, Rio DoceResumo
O rompimento da barragem de Fundão (2015), em Mariana (MG), é o maior desastre da mineração no Brasil. Este estudo analisa, de forma comparativa, o perfil epidemiológico da população atingida nos períodos pré (2010–2014) e pós-rompimento (2016–2025). A pesquisa é descritivo-exploratória com abordagem qualiquantitativa, utilizando triangulação de métodos. Os resultados da literatura consultada indicam o desastre como determinante social crítico de adoecimento. Observou-se aumento de 200% a 400% em arboviroses e doenças crônicas, além de piora nos indicadores materno-infantis e na expectativa de vida. A contaminação por metais pesados causou intoxicações e doenças neurotóxicas e respiratórias. A saúde mental é o impacto mais persistente, com depressão cinco vezes superior à média nacional. Com base na literatura encontrada conclui-se que o evento é uma violação de direitos que exige reparação integral pautada na justiça socioambiental.
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