O potencial estético-poético dos games e a sociedade de desempenho

Autores

  • Aline Antunes PUCSP/Doutoranda

Resumo

Nossa realidade encontra-se doente. Os autores Jane McGonigal e Byung-Chul Han em suas respectivas obras “A Realidade em Jogo” (2012) e “Sociedade do Cansaço” (2015) identificam e diagnosticam tal problema sob dois pontos de vista diferentes, propondo soluções completamente distintas. Han determina apenas uma única solução: o desenvolvimento da sensibilidade via contemplação; no entanto, dentre suas diversas críticas, compreende os games como simples incentivadores da prática hiperativa da multitarefa, geradores de uma atenção ampla, porém rasa. McGonigal, por sua vez, propõe catorze correções bastante otimistas para a realidade, utilizando os games e suas mecânicas lúdicas como base para as mudanças propostas. Entretanto, em momento algum a autora menciona o potencial estético-poético da linguagem. Em suas obras, ambos os autores parecem ignorar tal potencial dos games e é justamente com base nele que este artigo pretende elaborar e propor uma nova correção também otimista – e, por que não, um caminho de cura – para nossa realidade.

Palavras-chave: Games. Realidade. Comunicação. Jane McGonigal. Byung-Chul Han.

Biografia do Autor

Aline Antunes, PUCSP/Doutoranda

Aline Antunes é bacharel em Artes Visuais pela ECA-USP (2009), especializada em Estéticas Tecnológicas pela PUC-SP (2012) e atualmente, mestranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, sob a orientação da Profa. Dra. Lucia Santaella.

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Publicado

2021-02-03

Edição

Seção

Artigos