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n. 32 (2025): Inteligência Artificial Generativa em debate 1
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Frente aos rápidos e contínuos avanços da inteligência artificial estamos carentes de respostas que possam aclarar o novo paradigma no qual nos encontramos. Ler e refletir a respeito tornou-se uma tarefa fundamental no mundo contemporâneo. Precisamos entender sobre como as tecnologias digitais transformam profundamente as formas de produzir, acessar e compartilhar saberes. Compreender, não apenas como se concretizam as mudanças tecnológicas, suas possibilidades e limites, mas também quais são seus impactos sociais, culturais e educacionais.
A proposta deste Dossiê tem como objetivo oferecer elementos para o leitor que busca esta compreensão. Os textos aqui reunidos pretendem oferecer subsídios que favoreçam o pensamento crítico, além de contribuir para fomentar um debate público e democrático, aproximando especialistas, educadores, estudantes e a sociedade em geral. Agregamos reflexões, estudos, pesquisas e experiências que exploram as múltiplas interseções entre a inteligência artificial generativa e a produção e gestão do conhecimento, a circulação das informações na sociedade contemporânea, os desafios e as mudanças que nos atravessam, e têm se mostrado impactantes. Esperamos que a presente leitura represente uma contribuição para a construção de futuros mais éticos, responsáveis e inclusivos.

Publicado: 2026-05-21

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A TECCOGS buscou implementar um periódico coerente com a natureza interdisciplinar do Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD), da PUC-SP. O programa estava ligado a um curso de graduação, também interdisciplinarmente constituído, pioneiro no Brasil, de Tecnologia e Mídias Digitais, na sua versão atual convertido em uma graduação em Design de Interface. Assim, desde a graduação até a pós-graduação, hoje com seus programas de doutorado e pós-doutorado em funcionamento, voltado para as interfaces, complementaridades, convergências e contradições dos seres humanos com as máquinas inteligentes, dispositivos e ferramentas digitais tanto a nível científico, quanto estético e técnico. O programa de TIDD busca habilitar seus formandos a compreender e agir diante de uma realidade biomaquínica que reclama por fundamentações e pontos de vista transtecnológicos.

O que o programa visa formar são analistas simbólicos que, tomando suas bases no conhecimento computacional, sejam capazes de desenvolver reflexões teóricas sobre o papel das tecnologias cognitivas, tecnologias estas com aplicações na aprendizagem que, por sua vez, depende de designs de interface com conteúdo midiático e interação adequados.

A novidade do TIDD encontra-se na intersecção não apenas da computação e informação com a educação, ou da engenharia com a gestão do conhecimento, mas na inclusão, dentro dessas intersecções, do design de interface e do pensamento sobre as linguagens híbridas das redes, ou seja, sua novidade encontra-se na atenção que dispensa aos espaços interativos nos quais a inteligência maquínica e a biológica se encontram.

Winfried Nöth (Diretor científico da TECCOGS)