Inteligência artificial generativa

a plastificação do conteúdo e a construção do conhecimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1984-3585.2025i32p212-227

Palavras-chave:

Inteligência artificial generativa, construção de conhecimento, criatividade humana, plastificação de conteúdo

Resumo

A construção de conhecimento sempre esteve ligada aos instrumentos culturais tecnológicos disponíveis em cada época. Ao longo da história, as formas de compreender e compartilhar experiências e informação, auxiliadas pelos aparatos tecnológicos, refletem-se na reorganização dos nossos modos de pensar e viver. Com a ascensão da IAGen, especialmente os LLMs, surge uma nova etapa nesse processo: esses recursos produzem rapidamente textos complexos com fluidez a partir de grande volume de dados. Entretanto, permanece a dúvida sobre se realmente ampliam nossas habilidades cognitivas ou apenas replicam padrões já existentes. Inspirado em Bender et al. (2021), o texto apresenta a ideia de plastificação do conteúdo, metáfora que critica a disseminação acrítica de textos gerados por IA: materiais maleáveis e convincentes, porém artificiais, previsíveis e com pouca originalidade. O uso não mediado da IAGen pode levar a estagnação cognitiva, empobrecimento criativo e fragilização do pensamento crítico, especialmente entre jovens. O debate articula-se com autores como Byung-Chul Han (2015), Jonathan Haidt (2024), Umberto Eco (1997), Humberto Mariotti (2007, 2025) e Maturana e Varela (2004), situando o tema em uma reflexão interdisciplinar sobre cognição, tecnologia e cultura. No campo teórico-conceitual, o estudo busca compreender como integrar tecnologias à inteligência humana sem favorecer a repetição estéril de informação.

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Biografia do Autor

Carolina Bocuhy Pellicer, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Carolina Bocuhy Pellicer é graduada em Tecnologia e Mídias Digitais e mestranda em Tecnologia da Inteligência em Design Digital pela PUC-SP. Possui formação executiva pelo Program Management Development do IESE Business School. Pesquisa os impactos sociotécnicos da inteligência artificial na educação e na cultura digital. Executiva de Engenharia, Governança e Estratégia de TI no Banco BV. Orcid: https://orcid.org/0009-0000-6057-1743.

Ana Maria Di Grado Hessel, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Ana Maria Di Grado Hessel, Doutora e Mestre em Educação/currículo pela PUC/SP; Professora do Departamento de Educação: formação docente, gestão e tecnologia da PUC/SP; Professora credenciada do Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologias da Inteligência e Design Digital-TIDD/PUCSP, vinculada à linha de pesquisa Mediações tecnológicas da aprendizagem e cognição. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4776-7754. E-mail: anadigrado@pucsp.br

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Publicado

2026-05-21

Como Citar

Pellicer, C. B., & Hessel, A. M. D. G. (2026). Inteligência artificial generativa: a plastificação do conteúdo e a construção do conhecimento. TECCOGS: Revista Digital De Tecnologias Cognitivas, (32), 212–227. https://doi.org/10.23925/1984-3585.2025i32p212-227