Docências, inteligência artificial generativa e decolonialidade
a (co)construção de processos formativos com professores da rede pública
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-3585.2026i33p247-268Palavras-chave:
docências, inteligência artificial generativa, educação, percursos formativos, cultura digital, decolonialidadeResumo
Este artigo tem como objetivo partilhar os processos formativos (co)criados com professores dos anos finais do ensino fundamental de três ginásios educacionais tecnológicos (GET) da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. Tal experiência oportunizou a compreensão crítica das inteligências artificiais generativas (IAGen) nas práticas docentes. A investigação, em fase de conclusão, de abordagem qualitativa e de inspiração multirreferencial (Ardoino, 1998), tem a pesquisa-formação (Josso, 2004; Macedo, 1998; Santos, 2019) como tipologia e utiliza o método cartográfico (Passos; Kastrup; Tedesco, 2009) para a construção dos dados. Os estudos decoloniais, no presente artigo, nos serviram como mais uma lente para que possamos tensionar os dados produzidos na pesquisa, que teve como métodos: questionário on-line, conversas dialógicas, observação participante e diários de campo, que buscaram pistas para compreender as experiências e os desafios para as docências contemporâneas. O percurso formativo teve duração de três meses, com encontros síncronos, encontro presencial e atividades práticas. As conversas e o diálogo entre os participantes da pesquisa foram priorizados com o objetivo de criar conexões com as experiências vividas pelos professores com as IAGen, provocando-os ao desafio da integração destas na práxis pedagógica. As análises apontam cinco eixos rizomáticos principais: formação como coautoria, cultura digital como meio e problema, docências em devir, pesquisa-formação como prática ética e política, e educação digital crítica. Compreendemos que esta investigação contribuirá para adensar o debate sobre cultura digital, formação docente e inovação de práticas pedagógicas, tendo as IAGen como dispositivos importantes para o desenvolvimento de processos formativos alinhados às demandas contemporâneas e decoloniais.
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