Releituras da servidão natural aristotélica à luz da tradição filosófica cristã

da escolástica medieval a conquista da América

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/ua.v29i48.e76053

Palavras-chave:

escravidão, colonização, escolástica, Idade Média

Resumo

O artigo examina a recepção e a crítica da doutrina aristotélica da escravidão natural ao longo da escolástica medieval e, posteriormente, na escolástica ibérica do século XVI, destacando como a filosofia cristã e a experiência da colonização orientaram sua reelaboração. Procura-se evidenciar a tensão entre o universalismo da dignidade humana e os condicionamentos históricos no interior da experiência filosófica cristã. Para tanto, inicialmente, apresenta-se a concepção aristotélica de escravidão natural e seus primeiros confrontos com o pensamento cristão, especialmente em Santo Agostinho. Em seguida, analisam-se duas posições antagônicas no século XIII: a de Tomás de Aquino, que assimila e adapta elementos da doutrina de Aristóteles, e a de João Duns Scotus, que a submete a uma crítica contundente. Por fim, discute-se como a escolástica ibérica do século XVI aplicou essa tradição aristotélico-escolástica reinterpretada à realidade dos povos indígenas. Conclui-se que a experiência da colonização intensifica uma tensão estrutural do cristianismo entre o universalismo da dignidade humana e projetos históricos de dominação, resultando em leituras seletivas tanto de Aristóteles quanto da própria tradição cristã para fundamentar e justificar posições divergentes.

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Biografia do Autor

Daniel da Fonseca Diniz, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Doutorando em Filosofia do Direito (UFMG).

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Publicado

2026-08-15

Como Citar

Diniz, D. da F. (2026). Releituras da servidão natural aristotélica à luz da tradição filosófica cristã : da escolástica medieval a conquista da América. Último Andar, 29(48), e76053. https://doi.org/10.23925/ua.v29i48.e76053