ESTADO VIOLÊNCIA: A REPRESENTAÇÃO DO CONFLITO PULSIONAL NA LITERATURA CONTEMPORÂNEA

Frederico de Lima Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é promover, mediante a análise da letra da canção Estado Violência, da banda Titãs, uma reflexão sobre como os personagens da narrativa constituem verdadeiros modelos da vivência angustiante entre o sujeito neurótico e o perverso, a partir de uma análise freudiana. A hipótese a se sustentar é a de que vivemos sob um desmentido social em dois aspectos distintos, mas, ironicamente, complementares no ponto de vista da manutenção da ordem: o temor à castração, possibilitando ao sujeito neurótico se instituir mediante o recalque; e a negação da castração, oriunda de um imperativo do gozo, originando uma contradição da convenção social, instituidora do Estado, gerando consequências nas formas de subjetivação da atualidade, principalmente ao sujeito neurótico, que se vê assombrado não apenas por suas angústias, mas por um mecanismo, um monstro, um mal que ele mesmo gerou, enunciando uma falha social que traz consequências na constituição da subjetividade contemporânea.

Palavras-chave


Letras; Literatura; Psicanálise

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