DESCONSTRUÇÃO DOS CORPOS ABJETOS EM DISCURSOS LITERÁRIOS DA OBRA EMBRULHO LÍQUIDO DE BIANCA LAFROY

Rafael Cossetti, Ricardo Celestino

Resumo


Neste artigo, examinamos a condição paratópica de discursos literários extraídos da obra de Bianca Lafroy, poeta e heterônimo de Ricardo Corona. Para tanto, fundamentamo-nos no aporte teórico-metodológico da Análise do Discurso de linha francesa (AD), de modo particular, na perspectiva enunciativo-discursiva desenvolvida por Dominique Maingueneau. Para a análise, selecionamos discursos literários materializados no livro Embrulho líquido, que abordam a experiência travesti, a partir de representações de um corpo abjeto. A AD mostra-se producente, nessa perspectiva, à medida que nos concentramos nas três dimensões sobre as quais incide a paratopia: o código linguageiro, a cenografia e o ethos discursivo. Os resultados da análise confirmam a constituência dos discursos literários que, em última instância, se estabelecem pela condição paratópica. À medida que o enunciador subverte a coerência entre sexo, gênero, prática sexual e desejo, os enunciados conturbam discursos reiterados no interior da matriz cis-heterossexual, tópica nas múltiplas atividades sociais.

 

Palavras-chave: Análise do Discurso. Discurso literário. Paratopia., cenografia, ethos discursivo.

 


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