“VOCÊ É O MEU MELHOR AMIGO! TE AMO, PUTA!” – UMA ANÁLISE DA INTERAÇÃO AFETIVA ENTRE HOMENS HETEROSSEXUAIS À LUZ DA SEMIOLINGUÍSTICA E DA SOCIOLINGUÍSTICA

Andrei Ferreira de Carvalhaes Pinheiro

Resumo


Neste artigo, proponho uma análise de três interações afetivas entre dois homens heterossexuais, valendo-me de conceitos da Semiolinguística (CHARAUDEAU, 2007; ANTUNES & PAULIUKONIS, 2018) e da Sociolinguística (ECKERT & McCONNELL-GINET, 2003; BLOMMAERT, 2010) relacionados à construção identitária. Desse modo, comento sobre alguns usos de “puta” – todos eles, positivos – feitos por um homem heterossexual em referência a outro homem heterossexual, seu amigo. Busco, então, explicar como e por que tais usos – que considero ocorrências de impolidez simulada (CULPEPER, HAUGH & SINKEVICIUTE, 2017) – colaboram para a manutenção da tradicional hierarquia de gênero, segundo a qual identidades masculinas heterossexuais detêm maior poder e são mais prestigiadas do que identidades femininas, comumente depreciadas.

Palavras-chave


Identidade; gênero; (im)polidez; “puta”

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