A LINGUAGEM DO COLAPSO
NARRATIVIDADE, IDENTIDADE E TEMPO EM DOSTOIÉVSKI À LUZ DE PAUL RICŒUR
DOI:
https://doi.org/10.23925/2316-3267.2026v15i1p236-247Palavras-chave:
Dostoiévski, Paul Ricoeur, Linguagem narrativa, EpilepsiaResumo
Este artigo investiga como a linguagem narrativa opera a reconstrução simbólica da identidade a partir da experiência de colapso, tomando como objeto a epilepsia em personagens de Dostoiévski. A partir da filosofia da linguagem de Paul Ricœur, especialmente sua concepção de identidade narrativa, argumenta-se que a crise epiléptica, vivida como ruptura do tempo e da coesão do eu, só adquire sentido quando enredada pela palavra. O estudo adota abordagem qualitativa de base hermenêutica, explorando as figuras do Príncipe Míchkin e de Smerdiákov. Ao inscrever a epilepsia como núcleo de reorganização do discurso, o texto propõe que a literatura pode funcionar como espaço ético e linguístico de permanência simbólica.
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