A dupla superação do “Sujeito” pela crítica marxista da economia política

Lucas Trindade da Silva, Edemilson Paraná, Alexandre Marinho Pimenta

Resumo


Uma das principais polêmicas que atravessam o marxismo se dá em torno de sua posição frente à filosofia da consciência moderna e à soberania do sujeito. Neste artigo, defenderemos a crítica da economia política como superação do “Sujeito” – do conhecimento e imanente à história – embasando-nos no corte epistemológico realizado pelo Marx “tardio” e nas suas proposições anti-humanistas, ponto destacado e desenvolvido pela linhagem althusseriana. Num primeiro momento, esboçamos uma análise do problema do sujeito no pensamento moderno, e de como o jovem Marx se manteve nas problemáticas de sua época. Depois, avançamos na análise do corte epistemológico, suas características e efeitos teóricos e políticos. As concepções de causalidade estrutural ausente e de estrutura relacional serão fundamentais neste exercício. Por fim, constata-se a profunda desigualdade teórica entre o humanismo, enquanto defesa da imanência do sujeito, e o marxismo, enquanto ciência e prática política.

Palavras-chave


Marxismo; Anti-subjetivismo; Anti-humanismo; Althusser.

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