Ditadura civil-militar e favelas: estigma e restrições ao debate sobre a cidade (1969-1973)

Mario Sergio Brum

Resumo


O presente artigo busca contribuir para a compreensão das condições políticas e econômicas que possibilitaram a execução da política de remoção de favelas promovida pela Ditadura Civil-Militar instaurada em 1964, no então Estado da Guanabara, bem como o entendimento de como este plano seguia pressupostos estruturados na conjuntura democrática anterior, a partir da permanência do estigma de favelado como alguém marginal, ilegal e sem ‘direito à cidade’. Dessa forma, o artigo destaca como idéias e teses sobre o favelado eram expostas pelas autoridades sem que pudessem ser questionadas pelos diversos atores, com a remoção de favelas se consolidando como praticamente a única política de Estado para as favelas cariocas no período 1968-1973.

Palavras-chave


favelas; favelado; remoção de favelas; CHISAM; planejamento urbano

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DOI: https://doi.org/10.1590/14809

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