Superando abordagens colaborativa e agonística do planejamento: caminhos para sua radicalização por meio de ações subversivas

Rainer Randolph

Resumo


A intenção deste artigo é identificar condições sob as quais um planejamento “emancipador” poderia ser possível como propuseram abordagens colaborativa e agnóstica. Numa breve apresentação das duas formas se conclui que elas não cumprem essa promessa, na medida em que não são capazes de enfrentar neoliberalização e globalização como duas características preeminentes da atual ordem social. Argumenta-se que apenas formas mais radicais de ações de planejamento poderiam ter esse potencial uma vez que conseguem articular “forças subversivas” sempre presentes no cotidiano das pessoas. Assim, a última parte do trabalho é dedicada à indicação de uma perspectiva mais radical de ações sociais e, especialmente, de suas formas subversivas (de antivalor no sentido marxiano de “Gegenwert”).

Palavras-chave


planejamentos colaborativo e agnóstico; neoliberalização; valor e antivalor; ações subversivas; planejamento radical

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DOI: https://doi.org/10.1590/cm.v21i44.39945

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