Produção capitalista do espaço e meio ambiente: ativismo urbano-ambiental e gentrificação verde no Brasil

Pedro Henrique Campello Torres, Mariana Motta Vivian, Taísa de Oliveira Amendola Sanches

Resumo


Um novo fato urbano tem ganhado terreno em diversas cidades do planeta: trata-se do fenômeno da gentrificação verde. O objetivo deste artigo é testar a aplicação do conceito em três cidades brasileiras: Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Nos três casos, grupos contrários à apropriação do território pelo capital mobilizaram-se para denunciar publicamente os agravos. O conceito de gentrificação verde, ou sua aplicação no Brasil, ganha contornos próprios com o envolvimento de problemáticas distintas da realidade dos Estados Unidos onde fora cunhado. Conclui-se, portanto, que, se, de um lado, a gentrificação verde parece adquirir contornos cada vez maiores nas cidades brasileiras, por outro lado, mobiliza atores contrários a esse processo nessa contemporânea arena de luta nas cidades.


Palavras-chave


espaço; gentrificação verde; justiça ambiental; ativismo urbano; neoliberalismo

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DOI: https://doi.org/10.1590/cm.v21i46.41852

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