Duas décadas de ocupações urbanas em Curitiba. Quais são as opções de moradia para os trabalhadores pobres, afinal?

Celene Tonella

Resumo


O artigo tem por objetivo revisitar a história de luta dos trabalhadores pobres por um lugar para morar na cidade de Curitiba, Paraná. A cidade conhecida propagandeada pelos órgãos oficiais como capital do primeiro mundo, capital ecológica, entre outros títulos, registra duas décadas de ocupações irregulares de terrenos para moradia. Os vigorosos movimentos por ocupação do espaço urbano eclodiram em vários pontos da cidade, entre 1988 e 1992, com destaque para as ocupações do Xapinhal e Ferrovila. A experiência vivenciada pelos trabalhadores pobres foi singular em cada localidade, no entanto, as lutas populares, questionaram a estrutura dominante e articularam setores sociais heterogêneos. Longe de o poder público conseguir sanar o déficit habitacional para a população pobre, a partir de 2006, Curitiba sofreu nova onda de ocupações de terrenos urbanos. A primeira década do século XXI está se encerrando com o assombroso número de 254 ocupações irregulares e 13 mil famílias vivendo em área de risco.

Palavras-chave


movimentos sociais; ocupações urbanas; trabalhadores

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