O mito do bom selvagem como elemento da identidade nacional brasileira

Pedro Gabriel Amaral Costa

Resumo


Este artigo busca retomar a trajetória da idealização positiva dos povos indígenas até a incorporação dessa narrativa pelos autores românticos no Brasil. Durante o descobrimento uma série de relatos afirmam o território americano como parte de um Paraíso Terreal, esse imaginário também informa a imagem que muitos europeus fazem dos povos indígenas, até que Michel de Montaigne inaugura uma reflexão sobre a sociedade tendo como referência os povos canibais do continente americano. Parte dessa reflexão é incorporada por Jean-Jacques Rousseau, que embora não fale unicamente sobre os povos ameríndios, elabora uma ideia positiva de natureza humana que se assemelha aos relatos dos povos nativos da América. Quando o historiador Ferdinand Denis elabora uma proposta de literatura brasileira, essa incorpora a problemática de Rousseau e aponta os indígenas nacionais como figura autêntica nacional. Esse mesmo projeto será incorporado com algumas variações pelos românticos indianistas como Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias.

Palavras-chave


Identidade nacional; bom selvagem; indígenas; romantismo brasileiro

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