PAPEL DO PROFESSOR FACE À MEDICALIZAÇÃO: ESTUDO EXPLORATÓRIO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Tatiane dos Santos Costa, Monica de Araújo Damasceno, Thaisa da Silva Fonseca, Fauston Negreiros

Resumo


Este estudo teve por objetivo compreender as concepções de professores sobre suas práticas pedagógicas mediante o fenômeno da medicalização. O método utilizado foi qualitativo, exploratório e utilizou dados transversais. Participaram da pesquisa 563 professores, com idades que variaram de 19 a 66 anos (M= 34,2 DP= 9,23), de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, mediante respostas a entrevistas semiestruturadas e questionários sociodemográficos, cujos dados foram analisados pelo Software Iramuteq. Foram analisadas 502 respostas, sendo gerados 196 segmentos de texto, com 9297 ocorrências e 1507 formas. A retenção foi de 86,55% do corpus. Originaram-se duas classes de palavras, a primeira com significância de 60,96% (Professores não medicam, logo não medicalizam) e a segunda com significância de 39,04% (Professores são capazes de identificar e solucionar problemas), que foram analisadas. Evidencia-se a crença dos professores em conseguir identificar possíveis problemas de comportamento e aprendizagem, o que vai ao encontro do processo de medicalização.

Palavras-chave


Medicalização; Concepções; Professores

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DOI: https://doi.org/10.5935/2175-3520.20190022

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