Grupo de Cuidadores e Oficina Lúdica como estratégia de atenção psicossocial à população infanto-juvenil: relato de experiência de equipes de saúde na rede básica

Priscilla Nogueira Cavini, Andreia Alpius, Augusta Oliveira César de Carvalho, Renata Bellenzani

Resumo


INT:

 

O PSF exige a (re) criação de intervenções que considerem a subjetividade no cuidado às famílias na perspectiva comunitária. Políticas sociais escassas, violações dos direitos e discursos patologizantes resultam em prejuízos à saúde e fragilização das famílias. OBJ: Relatar utilização de um dispositivo coletivo, por equipes de saúde da família (ESF), na atenção infanto-juvenil. MÉT: Encontros quinzenais reunindo psicóloga, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga e agentes comunitárias de saúde (ACS) no trabalho com famílias em situação de vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. A oficina lúdica prevê quinze crianças em brinquedoteca. O grupo de cuidadores utiliza roda de discussão, disparando reflexões para mudanças nas relações cristalizadas entre pais, cuidadores substitutivos e filhos. A reunião subseqüente entre profissionais promove aprendizado e priorização de demandas. Duas famílias acompanhadas são descritas para ilustração. RES: O brincar permite expressão de emoções, sociabilidade, aprendizado; o grupo psicoeducativo com familiares dispara mudanças nos padrões relacionais ampliando a compreensão dos contextos que vulnerabilizam a infância. CONCL: O dispositivo mostra-se profícuo, articulado às ações de saúde; a ESF se fortalece para abordagens psicossociais. Restrições para a qualidade de vida familiar que ultrapassam a capacidade das intervenções psicoeducativas requerem políticas públicas para promover direitos que fortaleçam a família e sua função cuidadora.

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