Luto e resiliência em vítimas da violência urbana no DF/Brasil

Katerine da Cruz Leal Sonoda

Resumo


O objetivo foi investigar mecanismos de reparação/ressignificação das experiências vividas por 13 vítimas indiretas da violência urbana no Distrito Federal. O principal instrumento utilizado foi a entrevista aberta em profundidade. As entrevistas ocorreram livremente. “Gostaria que me contasse a história da sua vida, da forma como o senhor (a) quiser” foi, inicialmente, a única instrução dada aos participantes. Para tratamento dos dados utilizou-se a análise de conteúdo temática e a interpretação da escuta psicanaliticamente informada. A família foi a principal instituição tradicional a quem os participantes recorreram para passar pelo luto e seguir com suas vidas. Os processos de luto diante da perda de pessoas próximas por causas violentas foram bem sucedidos para a maior parte dos participantes. A análise conjunta dos dados, articulado com a literatura especializada, aponta que “ficar bem” ou “ficar mal” após sofrer experiências de perda extremamente dolorosas está diretamente relacionado com a saída/elaboração do trabalho de luto.


Palavras-chave


violência urbana; luto; resiliência

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DOI: https://doi.org/10.23925/2594-3871.2018v27i1p57-82

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