A quaestio mihi facto sum de Agostinho e as decorrentes considerações sobre identidade em Hannah Arendt

João Francisco Gabriel de Oliveira Filho

Resumo


O trabalho proposto objetiva investigar alguns pontos referentes à narração e à interioridade nas Confissões de Agostinho à luz das considerações sobre a identidade em Hannah Arendt. Ao descobrir a vida interior individual, é possível dizer que Agostinho tenha sido o fundador do romance autobiográfico. É de se notar que a “questão que me tornei para mim mesmo”, retirada das Confissões, esse tipo de rememoração e autorreflexão religiosa, parece insolúvel tanto em seu sentido psicológico individual como em seu sentido filosófico geral, segundo Arendt. Isto porque é pouco provável que nós possamos conhecer nossa essência assim como conhecemos as coisas naturais que nos rodeiam. Neste sentido, para a autora, apenas no discurso e na ação os homens revelam ativamente suas identidades pessoais únicas, mostram quem são, à diferença da alteridade que partilhamos com tudo que vive. No entanto, essa qualidade reveladora quase nunca pode ser alcançada como um propósito deliberado. Nesse sentido o quem aparece claramente apenas para os outros, enquanto permanece oculto para a própria pessoa. Assim, somente quando as pessoas estão com as outras, mediadas pela ação e pelo discurso, é que a qualidade de revelação dos indivíduos acontece.

Palavras-chave


narrativa de si; discurso e ação; revelação da identidade

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A REVELETEO está indexada em:

Presente nas seguintes Bibliotecas: