Concílio de Trento: uma trama de crises e decretos nos passos de uma Ecclesia semper reformanda

Jamerson Marques da Silva

Resumo


Este artigo procura perscrutar a história do Concílio de Trento (1545-1563) enfaticamente no que diz respeito aos antecedentes que percorreram-lhe o caminho e que nele culminariam. Sob a clave de uma “ecclesia semper reformanda”, procuramos compreender as reformas internas na Igreja daquela época não como diligências particulares às moções do Concílio, como se este fosse o grande despertador de uma Igreja monolítica para a necessidade de intrarreformas, mas, a despeito disso, ao mirar a história conciliar, amiúde, neste tempo de crise da Igreja latina, no contexto de grassamento e ascensão do protestantismo, é possível enxergar, no imo da igreja, um desejo de reforma, renovação e atualização eclesiástica, pastoral e dogmática que, ulteriormente, já estava vultosamente dilatado em práticas e discursões da Igreja, anteriores ao próprio Concílio. Com efeito, desenterramos todo um movimento de reforma interna pregressa que convergiu para Trento e, sobremaneira, o influenciaram, de maneira que dizemos que, praticamente, não houve nada de novo no Concílio, nenhuma diretriz pastoral ou dogmática exclusiva e genuinamente tridentina de per si. Trento é somente o ápice, o vértice, por assim dizer, a coroa do movimento intrarreformista na Igreja conforme mostraremos em nossa pesquisa, traçando a história do Concílio de muito antes, desvendando os precedentes das discussões e direções tomadas.

Palavras-chave


Concílio de Trento; Contrarreforma; Reforma Católica; História da Igreja

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