Análise do funcionamento e da evolução das cooperativas de crédito rural no Brasil de 1990 a 2005

Vanessa de Cillos Silva, Carlos José Caetano Bacha

Resumo


Objetivo do trabalho é analisar o funcionamento e a evolução das cooperativas de crédito rural no Brasil de 1990 a 2005 e comparar as vantagens e desvantagens que elas apresentam em relação aos bancos comerciais. Para tanto, foi utilizado referencial analítico e método de análise descritivos nos quais se destacaram os subtipos de cooperativas de crédito. Dentre as experiências mais antigas destacam-se as de Schulze-Delitzsch e de Raiffeisen, que inspiraram Luzzatti. E a experiência mais recente é formada pelas cooperativas do tipo Desjardins. Os principais resultados encontrados foram que as cooperativas de crédito são bastante significativas, representando 14,97% do total, contando com 30,7% do total de associados e empregando 13,36% do total de empregados em dezembro de 2004. Pode-se observar, também, que o maior número de cooperativas encontra-se no Sudeste (39,78% do total nacional), seguido do Nordeste (22,67% do total nacional). Rio de Janeiro e São Paulo são os estados de maior número de cooperativas no Brasil. Juntos, esses estados respondem por 27,02% do total de cooperativas do Brasil. As vantagens das cooperativas em relação aos bancos são facilmente destacadas, sendo que as principais são quanto ao sistema de direção, as oportunidades de menores taxas nas operações de empréstimos, possibilidade dos associados se beneficiarem da distribuição de sobras ou excedentes. Isto, no entanto, não faz as cooperativas terem maior risco e menor rentabilidade que os bancos.

Palavras-chave


cooperativas; crédito rural; bancos; comparação; Brasil

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