Elementos para uma crítica da centralidade do trabalho

Pedro Antônio Vieira, Helton Ricardo Ouriques

Resumo


Após identificar e descrever cinco importantes enfoques sobre a questão do trabalho na atualidade procura-se, neste artigo, alinhar argumentos para uma crítica de um deles: a corrente marxista da centralidade do trabalho. Para tanto, argumentaremos que o conceito de trabalho é uma abstração própria da prática e da mentalidade burguesas, as quais também operaram uma inversão no valor social das atividades produtivas. Desprestigiadas em praticamente todas as sociedades classistas anteriores, no capitalismo elas ganharam o status de nobreza, sendo consideradas a fonte da propriedade (Locke), da riqueza (Smith) e do capital (Marx). Este último foi mais longe quando afirmou que trabalho é uma atividade natural e eterna do homem e responsável por sua humanização. O texto critica esta naturalização de um traço específico da cultura capitalista. Por fim, seguindo Marx, argumenta-se que a tendência à economia de tempo de trabalho está subvertendo a centralidade do trabalho no próprio capitalismo.

Palavras-chave


trabalho; centralidade do trabalho; capitalismo

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